A TUTORIA NO PROCESSO DE INCLUSÃO DE UMA ESTUDANTE CEGA NO ENSINO SUPERIOR
EXPERIÊNCIA VIVENCIADA NO CERES/UFRN
DOI:
https://doi.org/10.21680/1984-3879.2026v26n1ID44150Palavras-chave:
Tecnologia; Tutoria; Educação à distância., inclusão, ensino superior, cegueiraResumo
A inclusão de estudantes com necessidades específicas no ensino superior é uma realidade que tem mobilizado as instituições que oferecem esse nível de ensino, no sentido de promoverem estratégias que oportunizem melhores condições de acesso e permanência desses estudantes. Inserido nessa temática, o presente texto apresenta resultados de uma pesquisa, baseada no método autobiográfico, que aborda a tutoria inclusiva no processo de inclusão de uma estudante cega, no curso de Pedagogia do Centro de Ensino Superior do Seridó – CERES/UFRN, desenvolvida no âmbito do Programa de Orientação e Tutoria Inclusiva da UFRN. A pesquisa tem como objetivos: descrever o processo de tutoria realizado no percurso acadêmico de uma estudante cega no CERES, como parte da política de inclusão e acessibilidade da UFRN e analisar limites e possibilidades da tutoria no processo de inclusão de uma estudante cega no ensino superior. Pautou-se em legislação que embasa as políticas educacionais inclusivas, como Brasil (2008, 2015, 2025); UFRN (2022) e em autores que discutem a temática, tais como Botti e Rego (2018) e Cavalcante (2022). Os resultados apontaram que o programa de tutoria possibilita a construção de práticas pedagógicas mais inclusivas, pois impulsiona a criação de metodologias e posturas mais acessíveis, de acordo com as necessidades dos estudantes tutorados, culminando com a construção de uma universidade mais justa e inclusiva. Além disso, promove a formação de professores mais sensíveis e comprometidos com a educação inclusiva, ampliando o debate científico e consolidando práticas pedagógicas que valorizam as singularidades dos sujeitos no contexto universitário.
Downloads
Referências
ALVES, Isabela Ferreira; VIEIRA, Francileide Batista de Almeida. A CPIA do CERES e a inclusão de estudantes com necessidades específicas no contexto da política de inclusão e acessibilidade da UFRN. Saberes: revista interdisciplinar de filosofia e educação. V. 24, nº 1, 2024, ISSN 1994-3879.
BOGDAN, R.; BIKLEN, S. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Coleção Ciências da Educação. Porto Editora, LDA. Porto: Portugal, 1994.
BOTTI, Sérgio Henrique de Oliveira; REGO, Sérgio. Preceptor, supervisor, tutor e mentor: quais são seus papéis? Revista Brasileira de Educação Médica, Rio de Janeiro, v. 32, n. 3, p. 363-373, 2008.
BRASIL. Decreto nº 12.686, de 20 de outubro de 2025. Institui a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 out. 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Portaria nº 1.793, de dezembro de 1994. Dispõe sobre a necessidade de complementar os currículos de formação de docentes e outros profissionais que interagem com portadores de necessidades especiais e dá outras providências. Brasília: MEC, 1994.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9394 de 20 de dezembro de 1996. Brasília: MEC, 1996a.
BRASIL. Ministério da Educação/Gabinete do Ministro (GM). Aviso Circular nº 277. Brasília: MEC/GM, 1996b.
BRASIL. Ministério da Educação. Portaria Ministerial nº. 1.679/99. Dispõe sobre os requisitos de acessibilidade à pessoa portadora de deficiência para instruir processos de autorização e reconhecimento de cursos e de credenciamentos de instituições. Brasília: MEC, 1999.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008. Disponível em: http://www.gov.br. Acesso em: 14 abr. 2026.
BRASIL. Ministério da Justiça. Secretaria Nacional dos Direitos Humanos. Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência – CORDE. Declaração de Salamanca e Linha de Ação. Sobre necessidades educativas especiais. 2. ed. Brasília: CORDE, 1997.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei Nº 13.146, de 6 de Julho de 2015. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília: Presidência da República, 2015.
BRASIL. Secretaria de Direitos Humanos. Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2007). Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: decreto legislativo nº 186, de 09 de julho de 2008: decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009. 4. ed., rev. e atual. Brasília, 2011.
CAVALCANTE, Jéssica Beatriz da Silva. A tutoria inclusiva na trajetória acadêmica de discentes da UFRN: desafios e contribuições. 2022. Dissertação (Mestrado Profissional em Educação Especial). Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Natal, 2022.
GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 6. ed. São Paulo: Atlas 2010.
LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas: temas básicos de educação e ensino. 5. ed. São Paulo: Epu, 1986.
MARQUES, Valéria; SATRIANO, Cecília. Narrativa autobiográfica do próprio pesquisador como fonte e ferramenta de pesquisa. Linhas Críticas, Brasília, DF, v. 23, n.51, p. 369-386, jun. a set. 2017.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE. Resolução Conjunta nº 002/2022-CONSEPE/CONSAD, de 10 de maio de 2022. Atualiza a Política de Inclusão e Acessibilidade para as Pessoas com Necessidades Específicas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
VIEIRA, Francileide Batista de Almeida. Formação, Subjetividade e Criatividade: elementos para a construção de uma escola inclusiva. Tese (Doutorado em Educação). Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Natal, 2012
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 FRANCILEIDE BATISTA DE ALMEIDA VIEIRA, Vitória Nayane do Nascimento Santos, Maria das Graças Bezerra de Azevedo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution 4.0 que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Autores têm permissão para publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após a publicação inicial nesta revista, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
Foram feitos todos os esforços para identificar e creditar os detentores de direitos sobre as imagens publicadas. Se tem direitos sobre alguma destas imagens e não foi corretamente identificado, por favor, entre em contato com a revista Saberes e publicaremos a correção num dos próximos números.
English
Español (España)
Português (Brasil)