ENTRE POTÊNCIA E ESPERANÇA
TENSÕES E CONVERGÊNCIAS ENTRE NIETZSCHE E FREIRE PARA O PENSAMENTO EDUCACIONAL CONTEMPORÂNEO
DOI:
https://doi.org/10.21680/1984-3879.2026v26n1ID43677Palavras-chave:
vontade de potência, pedagogia da esperança, educação crítica, subjetividade, emancipaçãoResumo
O presente artigo analisa criticamente o encontro teórico entre Friedrich Nietzsche e Paulo Freire, explorando tensões e convergências entre a noção de vontade de potência e a pedagogia da esperança. Parte-se do problema de pesquisa que investiga em que medida é possível estabelecer um diálogo entre esses autores sem incorrer em reducionismos ou anacronismos. Metodologicamente, trata-se de um estudo qualitativo, de natureza teórico-conceitual, fundamentado em revisão crítica da literatura contemporânea. A análise evidencia divergências estruturais quanto às concepções de sujeito, moral e política, destacando a desconstrução nietzschiana da subjetividade e a afirmação freireana do sujeito histórico e emancipatório. Ao mesmo tempo, identifica-se um campo de convergências centrado na crítica às formas de dominação, na valorização da criação e na recusa da passividade. O estudo aponta que a articulação entre crítica e criação pode contribuir para a reconfiguração do pensamento educacional contemporâneo, especialmente diante das racionalidades neoliberais que atravessam a educação. Conclui-se que o diálogo entre Nietzsche e Freire, longe de ser conciliador, constitui um campo produtivo de tensões que amplia as possibilidades teóricas e práticas da educação.
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