Droit et économie comportementaux et utilisation des animaux dans la recherche scientifique.
DOI :
https://doi.org/10.21680/1982-310X.2018v11n1ID15447Mots-clés :
Droit et économie comportementaux, Animaux, RechercheRésumé
Cet article vise à vérifier, par une méthode déductive étayée par une recherche bibliographique, l'applicabilité de certains concepts issus du droit et de l'économie comportementaux au processus décisionnel relatif à l'utilisation des animaux dans la recherche scientifique. Le droit et l'économie comportementaux, branche de l'analyse économique du droit, postule que la rationalité est limitée et que le processus décisionnel est influencé par des heuristiques et des biais. Or, le recours aux modèles animaux est une pratique ancienne en sciences occidentales, dont le choix soulève des questions scientifiques et morales. Sur le plan scientifique, l'aspect le plus important concerne la pertinence de transposer à l'être humain les résultats obtenus sur les animaux. Sur le plan moral, la question la plus pertinente est celle de la souffrance animale, étant donné la sensibilité des animaux. La comparaison de certains facteurs conçus par le droit et l'économie comportementaux avec les aspects du processus décisionnel relatif à l'utilisation des animaux dans la recherche scientifique révèle que ce processus n'est pas purement rationnel, car il est influencé par des biais qui perpétuent le recours aux modèles animaux.
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