Influx néolibéraux de la loi sur les salons de beeauté associés
le travail comme marchandise
DOI :
https://doi.org/10.21680/1982-310X.2022v15n2ID29517Mots-clés :
Droit du salon associé , Emploi précaire, Valorisation du travail humainRésumé
La Loi sur les salons de beauté associés (loi n° 13.352/2016) a instauré la possibilité d’un partenariat entre les salons de beauté et les professionnels qui y travaillent, leur permettant d’exercer leur activité sans lien de subordination. Cette loi a touché un grand nombre de travailleurs qui se sont retrouvés à exercer leur activité sans être protégés par le droit du travail brésilien, ce qui a nécessité une analyse des conséquences juridiques et sociales de cette nouvelle situation. Ce texte s’articule donc autour de la question suivante : cette innovation législative est-elle en accord avec la construction historique du droit du travail, à savoir la protection et la valorisation du travail humain ? À travers une approche dialectique, et considérant le rôle fondamental du travail dans la construction de l’État-providence et, par conséquent, dans la dignité de la personne humaine, ainsi que la valeur sociale du travail (l’un des fondements de la République fédérative du Brésil), cet article vise à examiner les conséquences de la loi sur les salons de beauté associés pour les professionnels.
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