Le crime de menace dans la sphère domestique
Une analyse de l'impunité en vertu de la loi Maria da Penha basée sur des études de flux
DOI :
https://doi.org/10.21680/1982-310X.2019v12n1ID16077Mots-clés :
Etudes de flux, Système de justice pénale, Violence domestiqueRésumé
Cette étude visait à identifier les facteurs prédominants dans le traitement des dossiers par le Tribunal de première instance spécialisé dans les violences conjugales et familiales à Natal (RN), une instance relevant du système de justice pénale, afin d'évaluer le niveau d'impunité pour le délit de menaces commis dans le cadre de la loi Maria da Penha. L'une des principales hypothèses expliquant l'impunité dans les cas de violences conjugales est la possibilité pour la victime de se rétracter lorsque de tels mécanismes sont autorisés, comme c'est le cas pour les menaces. Une autre hypothèse est la lenteur du traitement des dossiers. Sur le plan méthodologique, ce travail a utilisé un modèle de flux pour évaluer le fonctionnement du système de justice pénale pour le délit de menaces commis dans la sphère domestique, dans le cadre d'une analyse longitudinale prospective. Après la collecte des données et la représentation graphique des résultats obtenus, il a été conclu que la décision de la victime de ne pas poursuivre l'agresseur constitue un obstacle au droit de l'État de punir, car elle prive le pouvoir judiciaire de la possibilité de fournir un service juridictionnel à la hauteur de l'agression subie, créant ainsi un véritable cycle de violence.
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