LA LECTURA COMO ACTO DIALÓGICO: APORTES PARA REPENSAR EL TEXTO EN LA CLASE DE HISTORIA
DOI:
https://doi.org/10.21680/1984-3879.2026v26n1ID42184Palabras clave:
lectura, acto dialógico, géneros discursivos, texto histórico, enseñanza de la historia.Resumen
Este artículo analiza las posibilidades de repensar la lectura en las clases de historia. Para ello, presentamos un debate en torno a los géneros discursivos con el objetivo de responder a la siguiente pregunta: ¿qué textos circulan en las clases de historia y qué lugar ocupan en el aprendizaje de esta disciplina? El artículo se sustenta en tres conceptos formulados por la filosofía del lenguaje de Mijaíl Bajtín (2011, 2014, 2017): acto, dialogismo y géneros discursivos. Los argumentos se apoyan en análisis sobre los procesos de constitución de la lectura en una relación dialógica de producción enunciativa; es decir, como un acto. A partir de este presupuesto, problematizamos de qué manera la lectura puede contribuir al aprendizaje de un componente curricular, en este caso, historia. Para ello, examinamos los elementos constitutivos del acto de leer, buscando comprender las prácticas de lenguaje como géneros discursivos y considerando la relación interactiva que los textos asumen cuando actúan como mediadores y medios de producción de conocimiento. A la luz de la filosofía del lenguaje, analizamos las interacciones que estudiantes de la educación básica establecieron con textos literarios e informativos que resultaron potentes para la comprensión de temporalidades desde una perspectiva de complementariedad. La observación de los elementos que constituyen los textos seleccionados para las interacciones discursivas, así como de los sentidos atribuidos por los estudiantes, nos permite afirmar que la tríada temporalidad–afecto–alteridad constituye un conjunto de conceptos que puede orientar el acto de leer en la clase de historia. Constatamos que, cuando existen prácticas “guiadas” que buscan provocar en los estudiantes la interacción con la lectura, textos de distintos géneros en la clase de historia pueden ser comprendidos como textos históricos.
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