Potentiels et limites de la théorie de la forme juridique comme marchandise chez Pashukanis
DOI :
https://doi.org/10.21680/1982-310X.2021v14n1ID24678Mots-clés :
Pashukanis, Marxisme, Théorie générale du droitRésumé
Cet article présente le sujet du droit, catégorie juridique fondamentale, dans la théorie de la forme juridique comme marchandise élaborée par le théoricien soviétique E. B. Pashukanis (1891-1937). Il analyse ensuite le potentiel critique et constructif de cette théorie au regard des modèles hégémoniques du droit. Fondée sur des postulats épistémologiques marxistes, la Théorie générale du droit et le marxisme (1924) se présente comme une variation nécessaire et une contribution au débat contemporain sur la théorie du droit. Elle se démarque à la fois des théoriciens et juristes marxistes de son époque et se positionne comme une alternative au positivisme libéral de Hans Kelsen et H. L. A. Hart et au décisionnisme de Carl Schmitt. L'article critique spécifiquement le sujet du droit dans la théorie de la forme juridique à travers trois éléments cruciaux du droit (pacte social, contrat et moralité humaine), confrontant finalement le potentiel de la théorie de la forme juridique de Pashukanis par rapport à ses rivaux, principalement la théorie libérale-positiviste, ainsi qu'à certaines limitations internes importantes de la théorie elle-même.
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