Acuerdo de culpabilidad unilateral como derecho subjetivo
DOI:
https://doi.org/10.21680/1982-310X.2020v13n2ID20570Palabras clave:
Negociación de la declaración de culpabilidad, Control del poder punitivo, Justicia penal negociadaResumen
Este estudio tiene por objeto examinar la naturaleza jurídica del mecanismo de negociación de la colaboración (*colaboração premiada*) y las consecuencias de considerarlo un derecho subjetivo del imputado. La doctrina y la jurisprudencia predominantes atribuyen una naturaleza dual a esta forma de cooperación. Así, se caracteriza tanto como un acuerdo jurídico procesal como un medio de obtención de pruebas; esta doble vertiente queda reflejada en el artículo 3-A de la Ley n.º 12.850/2013, introducido por la Ley n.º 13.964/2019. No obstante, también se ha planteado la posibilidad de una naturaleza tripartita, dado que dicha cooperación constituye una manifestación del derecho de defensa, concretamente del derecho a la autodefensa. Bajo este enfoque, la negociación de la colaboración representa un derecho subjetivo del imputado; por consiguiente, si se cumplen los requisitos y condiciones necesarios, el Ministerio Público o las autoridades policiales no pueden denegar la solicitud, so pena de que el Poder Judicial conceda una colaboración unilateral. Esto plantea una nueva cuestión: la ausencia de directrices normativas sobre los requisitos para dicha cooperación. En consecuencia, el estudio propone una sistematización de los elementos necesarios para una evaluación favorable de la admisibilidad de este mecanismo de cooperación, especialmente en los casos de colaboración unilateral.
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