MORALIDADE E AGÊNCIA
FUNDAMENTOS CLÁSSICOS, REFORMULAÇÕES MODERNAS E PROBLEMATIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS
DOI:
https://doi.org/10.21680/1984-3879.2026v26n1ID43500Palavras-chave:
moralidade, agência moral, ética, fenomenologia, inteligência artificialResumo
O presente artigo tem como objetivo compreender a relação entre moralidade e agência ao longo da história do pensamento filosófico, desde seus fundamentos clássicos até as reformulações modernas e problematizações contemporâneas, buscando compreender como a capacidade de agir moralmente foi concebida por diferentes autores e como essa noção se transforma ao incorporar dimensões como liberdade, razão, contexto social e desenvolvimento tecnológico. Quanto à metodologia, trata-se de uma pesquisa de natureza teórica, baseada em revisão bibliográfica e análise conceitual. O estudo percorre diferentes períodos históricos e correntes filosóficas, mobilizando autores clássicos, modernos e contemporâneos para examinar as diversas interpretações da agência moral e suas implicações. A abordagem é qualitativa, com ênfase na comparação de perspectivas e na articulação entre conceitos filosóficos e contextos sociais. Conclui-se que a agência moral não pode ser compreendida apenas como uma capacidade individual baseada na razão ou na liberdade, mas deve ser entendida como um fenômeno complexo, situado historicamente e condicionado por estruturas sociais, culturais e tecnológicas. Além disso, mesmo diante de novos desafios, como a inteligência artificial e a ação em redes distribuídas, a responsabilidade moral permanece fundamentalmente vinculada à ação humana, exigindo reflexão crítica, consciência e consideração das circunstâncias concretas.
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