EDUCAÇÃO INCLUSIVA E AUTISMO
MEDIAÇÃO DA ESCRITA NA ESCOLARIZAÇÃO DE ESTUDANTES COM TEA
DOI:
https://doi.org/10.21680/1984-3879.2026v26n1ID43352Palavras-chave:
educação inclusiva;, transtorno do espectro autista;, mediação pedagógica;, linguagem escrita;, escolarização.Resumo
Este artigo analisa, a partir de uma abordagem teórico-analítica de natureza qualitativa e com base em pesquisa bibliográfica, como a literatura acadêmica tem compreendido a mediação pedagógica da escrita na escolarização de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ensino regular. Fundamentado em autores do campo da educação inclusiva, dos estudos sobre o autismo e da perspectiva histórico-cultural, o estudo problematiza as tensões entre os avanços normativos — especialmente a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), a Lei Brasileira de Inclusão (2015) e os Decretos nº 12.686/2025 e nº 12.773/2025 — e os desafios concretos de sua efetivação no cotidiano escolar. A análise evidencia que a aprendizagem da escrita, compreendida como prática cultural mediada, não pode ser reduzida a habilidades técnicas, exigindo a construção de condições pedagógicas que considerem a diversidade dos modos de aprender. Argumenta-se que as dificuldades frequentemente atribuídas aos estudantes com TEA estão relacionadas, em grande medida, à rigidez das práticas escolares e à insuficiência de mediações pedagógicas. Conclui-se que a efetivação da educação inclusiva demanda a reorganização do trabalho pedagógico, a valorização de práticas colaborativas e a flexibilização curricular, de modo a possibilitar a participação e a aprendizagem de todos os estudantes.
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