Colégio dos Educandos Artífices e os jovens carentes de Fortaleza

Autores

  • Maria Leonila Euclides Jorge Universidade Estadual do Ceará; Programa de Pós-Graduação em História, Culturas e Espacialidades
  • Inez Beatriz de Castro Martins Gonçalves Universidade Estadual do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.21680/2596-0113.2026v9n1ID42108

Palavras-chave:

História Cultural, Infância e Adolescência, Educação Oitocentista, Colégio dos Educandos Artífices

Resumo

O artigo aborda a trajetória do Colégio dos Educandos Artífices do Ceará (1856-1869) sob a perspectiva da História Cultural e analisa esta instituição enquanto espaço disciplinador e civilizador para jovens carentes do Ceará. O texto apresenta o recorte de uma pesquisa de mestrado em andamento, embasado na metodologia de estudo de caso e fontes documentais. Evidencia-se como a instituição, por meio de práticas disciplinares e artísticas, como a música, buscou legitimar um projeto educacional reformador, integrando os indivíduos ao mundo do trabalho, ao mesmo tempo em que enfrentou a resistência das famílias. Com autores como Peter Burke (2004), Roger Chartier (1988) e Mary Del Priore (2023) concluiu-se que os conceitos de infância e adolescência eram fluidos e socialmente construídos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Maria Leonila Euclides Jorge, Universidade Estadual do Ceará; Programa de Pós-Graduação em História, Culturas e Espacialidades

Mestranda em História no Programa de Pós-Graduação em História, Culturas e Espacialidades da Universidade Estadual do Ceará. Graduada em Filosofia na UECE, especialização em Filosofia Clínica pelo Instituto Packter. Professora de História do Município de Fortaleza.

 

Inez Beatriz de Castro Martins Gonçalves, Universidade Estadual do Ceará

Graduada em piano pela UECE, Mestre em Artes pela USP, Doutora em História pela UFMG, Doutora em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa, professora do Curso de Música da UECE. Em 2025, realiza estágio pós-doutoral na UNL, Portugal.

Referências

Assis, P. M. (2017). Juízes de órfãos na Capitania do Ceará: Definições da ideia de órfão e práticas jurídicas (1799–1822). Em Perspectiva, 3(1), 201–224. https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/51730/1/2017_art_pmassis

Bernardino Filho, F. C. (2023). A instrução primária pública cearense durante o Segundo Império e as inspetorias literárias (1864–1881) [Dissertação de mestrado, Universidade Estadual do Ceará].

Brasil. (1854). Decreto n.º 1.331-A, de 17 de fevereiro de 1854: Regulamento para as escolas de primeiras letras e para os exames de professores. Coleção das leis do Império do Brasil, 17, 57.

Burke, P. (2008). O que é história cultural (S. G. de Paula, Trad.; 2. ed.). Jorge Zahar.

Ceará. (1856a). Administração de justiça criminal. Relatório do presidente da Província Herculano Antônio Pereira da Cunha, 1 de julho de 1856, 6–9. https://digitalcollections.crl.edu/record/2993?ln=en&v=uv#?xywh=-307%2C803%2C2437%2C1527&cv=1

Ceará. (1856b). Lei n.º 759, de 5 de agosto de 1856. In A. L. de Oliveira & I. C. Barbosa (Orgs.), Leis provinciais: Estado e cidadania (1835–1861) (Tomo III, pp. 23–24). INESP.

Ceará. (1856c). Regulamento n.º 35, de 22 de novembro de 1856. In A. L. de Oliveira & I. C. Barbosa (Orgs.), Leis provinciais: Estado e cidadania (1835–1861) (Tomo III, pp. 23–24). INESP.

Ceará. (1867). Collegio de Educandos. Relatório do presidente da província do Ceará João de Souza Mello e Alvim, 6 de maio de 1867, 11–12. https://digitalcollections.crl.edu/record/3119?ln=en&v=uv

Ceará. (1887). Arrolamento da população de Fortaleza, freguesia de Nossa Senhora do Patrocínio. Arquivo Público de Fortaleza (Livro 355, p. 84).

Ceará. (n.d.). Relatórios dos presidentes da província do Ceará (1856–1869). Center for Research Libraries. https://digitalcollections.crl.edu/search?ln=en&p=cear%C3%A1&f=&action_search=Search&rm=&sf=&so=d&rg=25&c=Brazilian+Government+Documents&c=Center+for+Research+Libraries+Documents+and+Publications&c=Collection+Guides&c=Cooperative+Africana+Materials+Project&c=East+View+Global+Press+Archive&c=General+Collection&c=Hunter+Collection&c=Latin+American+Materials+Project&c=Mexican+Intelligence+Digital+Archives+%28MIDAS%29&c=Middle+East+Materials+Project&c=Slavic+and+East+European+Materials+Project&c=South+Asia+Materials+Project&c=Southeast+Asia+Materials+Project&c=&of=hb&fti=1&fti=1

Chartier, R. (1988). A história cultural: Entre práticas e representações (M. M. Galhardo, Trad.). Bertrand Brasil.

Correia, D. C. (2011). A cidade de Fortaleza em tempos de limpeza: O trabalho informal entre o saneamento urbano, políticas públicas e a filosofia (1880–1930). Mneme – Revista de Humanidades, 12(28), 194–214.

Foucault, M. (2014). Vigiar e punir: O nascimento da prisão (42. ed.). Vozes.

Gruzinski, S. (2001). Os mundos misturados da monarquia católica e outras connected histories. Topoi, 175–195.

Lima, A. C. P. (2019). Infância e recolhimento: A educação profissional em Fortaleza na segunda metade do século XIX [Dissertação de mestrado, Universidade Estadual do Ceará].

Martins Gonçalves, I. B. de C. (2017). Banda de música da Força Policial Militar do Ceará: Uma história social de práticas e identidades musicais (c. 1850–1930) [Tese de doutorado, Universidade Federal de Minas Gerais e Universidade Nova de Lisboa].

Martins Gonçalves, I. B. de C. (2021). Formação docente em história social da cultura a partir das bandas de música civis no Ceará do século XIX. In Convênio de Cooperação em Pesquisa – UECE/PPGHCE/SME (pp. 9–11). PPGHCE.

Mesquita, S. V. de. (2016). Colégio de Educandos Artífices: Ensino público profissionalizante para menores órfãos e desvalidos em Fortaleza (1856–1867). In Anais do 15º Congresso de História da Educação do Ceará (p. 165). [s. n.].

Neves, F. de C. (2000). A multidão e a história: Saques e outras ações de massas no Ceará. Relume Dumará; Secult.

Paiva, E. F. (2008). Histórias comparadas, histórias conectadas: Escravidão e mestiçagem no mundo ibérico. In E. F. Paiva & I. P. Ivo (Orgs.), Escravidão, mestiçagens e histórias comparadas (p. 14). Annablume.

Penna, M. (2017). Construindo o primeiro projeto de pesquisa em educação e música (2. ed. rev. e ampl.). Sulina.

Priore, M. del (Org.). (2023). História da criança no Brasil (7. ed.). Contexto.

Silva, T. A. da. (2024). Em prol do bem comum, sob signo do progresso: Instruções disciplinares e o controle social em Fortaleza – O Asilo de Mendicidade (1877–1892) e a Colônia Orfanológica Cristina (1880–1894) [Dissertação de mestrado, Universidade Federal do Ceará].

Subrahmanyam, S. (1997). Connected histories: Notes towards a reconfiguration of early modern Eurasia. Modern Asian Studies, 31(3), 735–762.

Imagem produzida com ChatGPT - Composição abstrata em formato horizontal, construída por meio da sobreposição de quadrados e retângulos de diferentes dimensões, organizados em um equilíbrio visual entre áreas densas e espaços de respiro. As formas geométricas apresentam diferentes níveis de transparência, criando camadas que sugerem profundidade e interação entre os planos.

Downloads

Publicado

26-07-2026

Como Citar

Jorge, M. L. E., & Gonçalves, I. B. de C. M. (2026). Colégio dos Educandos Artífices e os jovens carentes de Fortaleza . History of Education in Latin America - HistELA, 9(1), e42108. https://doi.org/10.21680/2596-0113.2026v9n1ID42108

Edição

Seção

Artigos

Artigos Semelhantes

<< < 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.