L’intersectionnalité entre solitude, mort symbolique et institutions totales

la réduction de l’autre à la totalité en opposition à la métaphysique de l’éthique de l’altérité

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DOI :

https://doi.org/10.21680/1982-310X.2023v16n1ID36002

Mots-clés :

Solitude , Mort symbolique , Institutions totales , Éthique de l'altérité , Totalit

Résumé

Cet article propose une réflexion sur les interfaces des institutions totales, telles que définies par Erving Goffman, en tant que structures sociales de pouvoir totalisant les sujets. Ces institutions renforcent les schémas d'isolement et d'uniformisation entre les individus, annihilant leurs singularités par le traitement des individus comme un groupe homogène. Il en résulte une forme de mort symbolique de ces individus et l'impossibilité de construire des relations fondées sur la métaphysique de l'éthique de l'altérité, théorie proposée par le philosophe Emmanuel Lévinas. Dès lors, la problématique de recherche se résume à la question suivante : dans quelle mesure les institutions totales contribuent-elles à l'annihilation de la singularité des sujets et à l'impossibilité de constituer une relation éthique de l'altérité ? Afin d'approfondir cette problématique, l'article analyse le lien entre solitude et mort symbolique des sujets au sein des institutions totales, appréhendé comme l'une de leurs dynamiques de pouvoir qui entrave la constitution de relations fondées sur l'éthique de l'altérité. En utilisant la méthode hypothético-déductive, employant des techniques bibliographiques et documentaires, on conclut que les institutions totales sont des structures fondées sur le concept de totalité, dans la mesure où elles favorisent l’effacement de la singularité des individus, produisant leur mort symbolique et l’impossibilité des relations établies à partir de la métaphysique de l’éthique de l’altérité, qui propose une ouverture nécessaire à « l’autre » comme étant insurmontable dans la constitution des sujets.

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Bibliographies de l'auteur-e

Maiquel Ângelo Dezordi Wermuth, UNIJUÍ - Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul

Pós-Doutor em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Doutor em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS (2014). Mestre em Direito pela UNISINOS (2010). Pós-graduado em Direito Penal e Direito Processual Penal pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUÍ (2008).

Milena Cereser da Rosa, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ)

Doutoranda em Direito pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), com bolsa CAPES/PDPG, Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação - Alteridade na Pós-Graduação. Mestra em Direito pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ). Especialista em Ensino de Filosofia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Integrante do grupo de pesquisa “Biopolítica e Direitos Humanos” do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu da UNIJUÍ. Advogada.

Fernanda Analú Marcolla, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ)

Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduanda em Direitos Humanos pela UNIJUÍ. Mestre em Direito Público pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Regional de Blumenau (FURB). Pesquisadora capes (Processo nº 88887.710405/2022-00).

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Publié-e

17-04-2024

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WERMUTH, Maiquel Ângelo Dezordi; ROSA, Milena Cereser da; MARCOLLA, Fernanda Analú. L’intersectionnalité entre solitude, mort symbolique et institutions totales: la réduction de l’autre à la totalité en opposition à la métaphysique de l’éthique de l’altérité. Revue Numérique Constitution et Garantie des droits (RDCGD), [S. l.], v. 16, n. 1, p. 188–208, 2024. DOI: 10.21680/1982-310X.2023v16n1ID36002. Disponível em: https://www.periodicos.ufrn.br/constituicaoegarantiadedireitos/article/view/36002. Acesso em: 9 août. 2026.

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