La elation entre les droits de l'homme et les pratiques autoritaires
une analyse centrée sur la torture représentée dans la série « La Casa de Papel »
DOI :
https://doi.org/10.21680/1982-310X.2021v14n2ID24078Mots-clés :
Droits de l'homme, Autoritarisme, Vol d'argent (La Casa de Papel)Résumé
Cet article vise à analyser l'importance des droits de l'homme — et leur caractère universel — dans la quête d'une protection effective de la dignité humaine, en établissant des parallèles avec la série *La Casa de Papel* (Money Heist) d'Álex Pina (2017). Cette étude a été menée grâce à des recherches bibliographiques et documentaires, s'appuyant sur des références théoriques telles que des ouvrages, des articles scientifiques, des monographies, des thèses et des reportages, ainsi que sur des instruments juridiques. Elle a également mis en évidence l'existence d'un système international de protection des droits de l'homme — notamment en ce qui concerne l'interdiction de la torture découlant du pouvoir punitif de l'État — comprenant principalement la Convention contre la torture et autres peines ou traitements cruels, inhumains ou dégradants ; le Manuel pour l'enquête et la documentation efficaces sur la torture et autres peines ou traitements cruels, inhumains ou dégradants ; et l'Ensemble de règles minima pour le traitement des détenus. Une analyse de la situation sociale en Espagne depuis 2015 a été réalisée, à la suite de l'adoption de la loi sur la sécurité des citoyens ; le contenu de cette loi révélait des traits autoritaires, suscitant le mécontentement de la population espagnole, qui s'opposait à la mesure. Enfin, l'étude a cherché à mettre en relation les événements fictifs dépeints dans la série avec la réalité du pays où elle se déroule : l'Espagne. L'analyse des données a permis de conclure que les garanties fondamentales sont incompatibles avec l'autoritarisme, agissant comme un rempart contre celui-ci.
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