Principes de la présomption d'innocence et de non-culpabilité

distinction, application et portée

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.21680/1982-310X.2017v10n2ID14418

Mots-clés :

Présomption d'innocence, Présomption de non-culpabilité, Distinction, Incidence, Portée

Résumé

Bien qu'il s'agisse d'un principe universel inhérent à tous les systèmes juridiques, la présomption d'innocence n'a été consacrée comme droit fondamental dans notre système juridique que par la Constitution de 1988. Cependant, compte tenu de la formulation normative employée par l'Assemblée constituante, de vifs débats persistent en doctrine et en jurisprudence, notamment concernant la dénomination effective de cette clause constitutionnelle et sa portée. Un dialogue avec le droit comparé mène à la conclusion que, dans les faits, notre système intègre le principe de la présomption d'innocence comme une catégorie générale, les principes de la présomption d'innocence stricte et de non-culpabilité en étant des cas particuliers. En bref, le premier, en protégeant l'honneur et l'image des individus, empêche la mise en accusation, le dépôt de plaintes pénales ou l'acceptation de poursuites sans fondement juridique – preuve de culpabilité. Le deuxième principe s'applique aux décisions de justice, lorsque le juge peut, par son jugement, rendre un verdict de culpabilité. Le principe de la présomption d'innocence s'applique plus directement aux actions des autorités policières et du ministère public, et influe également sur les décisions du juge lorsque l'examen du fond de l'affaire n'est pas en cause. Le principe de la présomption de non-culpabilité, quant à lui, régit principalement les actions du juge, d'où découle la maxime *in dubio pro reo*, c'est-à-dire tant qu'il n'y a pas de jugement de culpabilité, notamment en cas de condamnation, qui met fin à l'examen des faits.

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Biographie de l'auteur-e

Walter Nunes da Silva Júnior, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1987), mestrado em Direito Público pela Universidade Federal de Pernambuco (1999) e doutorado em Direito Constitucional pela Universidade Federal de Pernambuco (2006). Exerceu a função de membro do Conselho Nacional de Justiça (2009-2011), após o que retornou ao exercício da Titularidade da 2ª Vara Federal - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO GRANDE DO NORTE, sendo também, atualmente, Juiz Corregedor da Penitenciária Federal em Mossoró. É professor associado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Processual Penal, atuando principalmente nos seguintes temas: direito processual penal, processo eletrônico e plano de gestão do judiciário.

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Publié-e

04-07-2018

Comment citer

SILVA JÚNIOR, Walter Nunes da. Principes de la présomption d’innocence et de non-culpabilité: distinction, application et portée. Revue Numérique Constitution et Garantie des droits (RDCGD), [S. l.], v. 10, n. 2, p. 145–169, 2018. DOI: 10.21680/1982-310X.2017v10n2ID14418. Disponível em: https://www.periodicos.ufrn.br/constituicaoegarantiadedireitos/article/view/14418. Acesso em: 25 août. 2026.

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