O papel das agências reguladoras sobre a realização dos serviços públicos por particulares frente ao estado regulador
DOI:
https://doi.org/10.21680/1982-310X.2017v10n1ID13460Palavras-chave:
Agências reguladoras, Interesse público, Constituição, Serviços públicos, Estado reguladorResumo
O presente artigo se propõe a tratar da importância do papel das agências reguladoras quanto a realização dos serviços públicos por particulares, frente a nova função estatal desempenhada pelo Estado após a promulgação da Constituição de 1988. Em meio a esse contexto, surgiu a necessidade de um Estado regulador, que desempenhasse as funções de fiscalização, incentivo e planejamento das atividades essenciais que fossem transferidos aos particulares, de modo a garantir que tais serviços públicos delegados pudessem ser realizados com qualidade, efetivando os princípios que regem a ordem econômica, conforme determina o art. 170 da Constituição Federal, e, principalmente, visando sempre o interesse público. De um modo geral, será observado o contexto que gerou a necessidade de criação das agências reguladoras, responsáveis em realizar os papéis supracitados, além de conceituações importantes a respeito da temática, bem como as dificuldades de ação encontradas por estes órgãos e os desafios para tornar sua atividade eficiente, buscando alcançar os objetivos para os quais foram criados. A pesquisa se realizou por meio de uma revisão bibliográfica, utilizando-se de doutrina e artigos científicos, bem como a legislação constitucional e infraconstitucional.
Downloads
Referências
ARAGÃO, Alexandre Santos de. Agências Reguladoras e a evolução do Direito administrativo econômico. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2013.
ARAÚJO, Edmir Netto de. Curso de Direito Administrativo. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2010.
BARROSO, Luís Roberto. Constituição, ordem econômica e agências reguladoras. Revista Eletrônica de Direito Administrativo Econômico, Salvador, v. 1, n. 1, p.1-30, fev. 2005.
Disponível em: http://www.direitodoestado.com/revista/REDAE-1-FEVEREIRO-2005-ROBERTO-BARROSO.pdf. Acesso em: 19 jul. 2016.
BINENBOJM, Gustavo. Uma teoria do Direito Administrativo: direitos fundamentais, democracia e constitucionalização. 2. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2008.
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 18. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007.
CRETELLA JÚNIOR, José. Administração indireta brasileira. Rio de Janeiro: Forense, 1980.
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 28. ed. São Paulo: Atltas, 2015.
DUARTE JUNIOR, Ricardo César Ferreira. Agência Reguladora, poder normativo e democracia participativa: uma questão de legitimidade. Curitiba: Juruá, 2014.
GRAU, Eros Roberto. A ordem econômica na Constituição de 1988. 16. ed. São Paulo: Malheiros, 2014.
JUSTEN FILHO, Marçal. Princípios do Direito Administrativo Econômico. In: CARDOZO, José Eduardo Martins; QUEIROZ, João Eduardo Lopes; SANTOS, Márcia Walquíria Batista dos (Org.). Curso de Direito Administrativo Econômico. São Paulo: Malheiros, 2006, vol. I, p. 375-407.
MATIAS-PEREIRA, José. Governança no setor público. São Paulo: Atlas, 2010.
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 29. ed. São Paulo: Malheiros, 2012.
MENDES, Gilmar Ferreira; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de Direito Constitucional. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2014.
MIRAGEM, Bruno. A nova Administração Pública e o Direito Administrativo. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.
MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Direito Regulatório. Rio de Janeiro: Renovar, 2003.
SOUTO, Marcos Juruena Villela. Direito Administrativo das Concessões. 5. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2004.
SPITZCOVISK, Celso. Princípios do Direito Administrativo Econômico. In: CARDOZO, José Eduardo Martins; QUEIROZ, João Eduardo Lopes; SANTOS, Márcia Walquíria Batista dos (Org.). Curso de Direito Administrativo Econômico. São Paulo: Malheiros, 2006, vol. I, p.33-100.
SUNDFELD, Carlos Ari. Introdução às agências reguladoras. In: SUNDFELD, Carlos Ari (Coord.).Direito Administrativo Econômico. São Paulo: Malheiros, 2006. p. 17-38.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2018 Revista Constituição e Garantia de Direitos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Autores mantêm os direitos autorais pelo seu artigo. Entretanto, repassam direitos de primeira publicação à revista. Em contrapartida, a revista pode transferir os direitos autorais, permitindo uso do artigo para fins não- comerciais, incluindo direito de enviar o trabalho para outras bases de dados ou meios de publicação.












