Descolonización de la Mujer Brasileña
una invitación a repensar las representaciones distorsionadas de género y turismo en el Norte Global
DOI:
https://doi.org/10.21680/2675-8512.2026v9n1ID44963Palabras clave:
Subalternización Femenina, Violencia Epistémica, Estereotipación de la Mujer BrasileñaResumen
El objetivo de este trabajo fue elaborar una reseña crítica de un artículo científico publicado en la Revista Brasileira de Pesquisa em Turismo (una revista brasileña de turismo e investigación científica). El estudio analizado adoptó un enfoque cualitativo con una perspectiva poscolonial, fundamentado en la noción de subalternidad de Spivak, y rechazó epistemologías positivistas para no reforzar la asimetría que experimenta el Sur Global. La recolección de datos consistió en 14 entrevistas en profundidad con mujeres brasileñas de entre 20 y 50 años de edad, todas ellas con educación superior concluida o en curso, que tuvieron experiencias turísticas en países del Norte Global. El objetivo principal fue examinar cómo estas turistas son subalternizadas por extranjeros, investigando los mecanismos de silenciamiento, estereotipación y violencia epistémica que operan sobre ellas. Los principales hallazgos revelaron que: (i) la subalternización ocurre a través de estereotipos que reducen a estas mujeres a representaciones fijas; (ii) dentro de un marco eurocéntrico, estas mujeres no pueden ser plenamente "mujeres" ni plenamente "brasileñas", ya que tanto su nacionalidad como su género las sitúan en una posición de inferioridad epistémica; y (iii) el estudio critica la literatura de marketing y turismo por reproducir enfoques hegemónicos del Norte Global, reforzando así las jerarquías coloniales, y aboga por la necesidad de descolonizar los imaginarios, discursos y modelos teóricos que predominan en el campo.
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