Capoeira Angola entre a tradição e os desafios da circulação global

língua, identidade afro-brasileira e patrimônio cultural em contextos transnacionais

Autores

  • Maria Teresa Rabelo Rafael Universidade Federal do Maranhão
  • Raquel Gonçalves Dantas Universidade Federal do Maranhão

Palavras-chave:

cultura afro-brasileira, Patrimônio Cultural Imaterial, Identidade e Ancestralidade, Gênero e Relações étnico-raciais

Resumo

Este artigo apresenta uma entrevista cujo formato foi previamente estruturado e desenvolvido de maneira dialógica entre Mestra Janja e Mestre Nelsinho, Mestres de Capoeira Angola. O texto reúne reflexões acerca do papel da capoeira na difusão da língua portuguesa em contextos internacionais e na afirmação da identidade afro-brasileira. Também discute desafios contemporâneos enfrentados pela capoeira angola diante de suas múltiplas interpretações culturais, filosóficas e educativas, abordando os impactos do reconhecimento patrimonial, as inter relações entre gênero e economia e a centralidade da ancestralidade africana para a compreensão dessa prática. A entrevista contribui para o debate acadêmico ao evidenciar a capoeira como prática cultural que articula dimensões linguísticas, identitárias e políticas em contextos transnacionais. Ademais, destaca os efeitos das políticas públicas voltadas à capoeira, problematiza desigualdades de gênero presentes em sua dinâmica econômica e reafirma a importância da preservação de suas matrizes históricas e afro-diaspóricas. Mestra Janja, professora doutora da Universidade Federal da Bahia e coordenadora do Instituto Nzinga, desenvolve pesquisas no campo da cultura afro-brasileira, com ênfase em debates sobre gênero, raça e educação. Mestre Nelsinho, coordenador da Escola de Capoeira Angola Laborarte e professor de Educação Física na rede pública de São Luís, atua no desenvolvimento de projetos voltados tanto à valorização da capoeira quanto das manifestações culturais maranhenses.

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Biografia do Autor

Maria Teresa Rabelo Rafael, Universidade Federal do Maranhão

Professora da Universidade Federal do Maranhão e, desde 2024, Leitora do Programa Leitorado Guimarães Rosa, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, na Université Clermont Auvergne. Doutora em Letras pela Universidade Federal da Paraíba, atua nas áreas de ensino de línguas, literatura, cultura e tradução. Na UCA, coordena a certificação Celpe-Bras e ministra disciplinas de língua portuguesa, literatura, civilização brasileira e tradução. Suas pesquisas atuais articulam poesia afro-brasileira e cantos de capoeira, com interesse igualmente em estudos sobre promoção internacional da língua portuguesa por meio da capoeira. Iniciou sua trajetória na Capoeira Angola em 2023, em São Luís, por meio de um projeto de extensão coordenado pela Treinela Raquel Gonçalves, integrando posteriormente o Grupo de Capoeira Angola Laborarte, coordenado pelo Mestre Nelsinho. Na França, treina atualmente no Grupo Meninos Guerreiros, grupo de capoeira que se identifica como da Baixada Santista, sob a coordenação do Contramestre Sem Medo.

Raquel Gonçalves Dantas, Universidade Federal do Maranhão

Produtora Cultural da Universidade Federal do Maranhão, lotada na Diretoria de Comunicação, como Coordenadora de Relações Públicas e Cerimonial. Atualmente, coordena o Projeto de Extensão "Educação para a diversidade: a capoeira como instrumento de luta contra o racismo e o sexismo", vinculado ao Núcleo de Estudos Afro-brasileiros, Indígenas e Diversidade (NEABID), no COLUN/UFMA. É Doutora em Comunicação pela UERJ e Mestra em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Desde 2010, integra o Instituto Nzinga de Estudos da Capoeira Angola e Tradições Educativas banto no Brasil.

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Publicado

11-08-2026

Como Citar

RAFAEL, Maria Teresa Rabelo; DANTAS, Raquel Gonçalves. Capoeira Angola entre a tradição e os desafios da circulação global: língua, identidade afro-brasileira e patrimônio cultural em contextos transnacionais. Equatorial – Revista do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, [S. l.], v. 13, n. 25, 2026. Disponível em: https://www.periodicos.ufrn.br/equatorial/article/view/42250. Acesso em: 25 ago. 2026.