Circuitos cotidianos a la sombra del sistema de justicia penal

un análisis del confinamiento extracarcelario desde las relaciones de tiempo, espacio y género

Autores/as

  • Ana Clara Klink Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.21680/2446-5674.2025v12n22ID34953

Palabras clave:

Castigo, Tiempo y Espacio, Génerp, Ritmanálisis, Antropología del Estado

Resumen

El artículo tiene como objetivo investigar las dinámicas de coproducción entre género y Estado en experiencias de castigos no carcelarios. Para ello, se basa en una etnografía de la vida cotidiana de tres personas marcadas por distintos indicadores de edad, raza y género, observadas entre 2021 y 2023. El texto sigue la perspectiva de que la observación de la disposición espacio-temporal de sus rutinas diarias aporta elementos para comprender la interacción entre dispositivos punitivos y regímenes de desigualdad, adoptando así las categorías “tiempo”, “espacio” y “ritmo” como la principal lente analítica. Al investigar cómo los ritmos del castigo—restricciones de movilidad, obligaciones judiciales—se encuentran con ritmos sociales generizados—asociados especialmente al trabajo productivo y reproductivo—, el artículo ilumina cómo los encuentros entre género (y sus intersecciones) y castigo (i) se producen mutuamente, (ii) definen posibilidades de libertad y encarcelamiento y (iii) informan la naturaleza misma del confinamiento (y de la libertad) no carcelario.

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Biografía del autor/a

Ana Clara Klink, Universidade de São Paulo

Mestranda em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (PPGAS-USP) e graduada em direito pela mesma universidade. Integra o Núcleo de Antropologia do Direito (PPGAS-USP) e o Grupo de Pesquisa Cidade e Trabalho (PPGS-USP). Atualmente pesquisa, sob financiamento da FAPESP, a produção de espaços, tempos e vidas nos interstícios entre a rua e a prisão.

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Publicado

25-06-2025

Cómo citar

KLINK, Ana Clara. Circuitos cotidianos a la sombra del sistema de justicia penal: un análisis del confinamiento extracarcelario desde las relaciones de tiempo, espacio y género. Equatorial – Revista do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, [S. l.], v. 12, n. 22, p. 1–28, 2025. DOI: 10.21680/2446-5674.2025v12n22ID34953. Disponível em: https://www.periodicos.ufrn.br/equatorial/article/view/34953. Acesso em: 1 abr. 2026.