Circuitos cotidianos a la sombra del sistema de justicia penal
un análisis del confinamiento extracarcelario desde las relaciones de tiempo, espacio y género
DOI:
https://doi.org/10.21680/2446-5674.2025v12n22ID34953Palabras clave:
Castigo, Tiempo y Espacio, Génerp, Ritmanálisis, Antropología del EstadoResumen
El artículo tiene como objetivo investigar las dinámicas de coproducción entre género y Estado en experiencias de castigos no carcelarios. Para ello, se basa en una etnografía de la vida cotidiana de tres personas marcadas por distintos indicadores de edad, raza y género, observadas entre 2021 y 2023. El texto sigue la perspectiva de que la observación de la disposición espacio-temporal de sus rutinas diarias aporta elementos para comprender la interacción entre dispositivos punitivos y regímenes de desigualdad, adoptando así las categorías “tiempo”, “espacio” y “ritmo” como la principal lente analítica. Al investigar cómo los ritmos del castigo—restricciones de movilidad, obligaciones judiciales—se encuentran con ritmos sociales generizados—asociados especialmente al trabajo productivo y reproductivo—, el artículo ilumina cómo los encuentros entre género (y sus intersecciones) y castigo (i) se producen mutuamente, (ii) definen posibilidades de libertad y encarcelamiento y (iii) informan la naturaleza misma del confinamiento (y de la libertad) no carcelario.
Descargas
Citas
ABÍLIO, Ludmila; AMORIM, Henrique; GROHMANN, Rafael. Uberization and platform work in Brazil: concepts, processes and forms. Sociologias, v. 23, n. 57, p. 26–56, 2021.
ALVES, Leonardo. As interpretações do tempo em uma prisão de mulheres. Vivência: Revista de Antropologia, v. 1, n. 59, 2022.
ANGOTTI, Bruna Soares. Entre as leis da Ciência, do Estado e de Deus: o surgimento dos presídios femininos no Brasil. 2011. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.
ÁVILA, Maria Betânia. O tempo de trabalho das empregadas domésticas: tensões entre dominação/exploração e resistência. Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2009.
BALBUGLIO, Viviane. “Liberados”, porém, não livres: um olhar para o cumprimento de pena em regime aberto na cidade de São Paulo. Rev. Bras. de Direito Processual Penal, v. 7, n. 1, p. 653–682, 2021.
BERLANT, Lauren. Cruel Optimism. Durham/Londres: Duke University Press, 2011.
BENTO, Maria Aparecida Silva. A mulher negra no mercado de trabalho. Estudos Feministas, v. 3, n. 2, p. 279–288, 1995.
BIONDI, Karina. Proibido roubar na quebrada: território, hierarquia e lei no PCC. São Paulo: Terceiro Nome, 2018.
BOUAGGA, Yasmine. Le temps de punir. Terrain, v. 63, p. 86–101, 2014.
CAMPELLO, Ricardo Urquizas. Faces e interfaces de um dispositivo tecnopenal: o monitoramento eletrônico de presos e presas no Brasil. 2019. Tese (Doutorado em Sociologia) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019.
COHEN, Stanley. The punitive city: notes on the dispersal of social control. Contemporary Crises, v. 3, p. 339–363, 1979.
COMFORT, Megan. Doing time together. Love and Family in the Shadow of the Prison. Chicago/Londres: The University of Chicago Press, 2007.
CUNHA, Manuela Ivone. Le Temps Suspendu: Rythmes et Durées dans une Prison Portugaise. Terrain, v. 29, p. 59–68, 1997.
CUNHA, Manuela Ivone. Entre o Bairro e a Prisão: Tráfico e Trajectos. Lisboa: Fim de Século, 2002.
CUNHA, Manuela Ivone. A Prisão Segundo o Gênero. In: MOREIRA, Anabela (Org.). Educar o Outro: as questões de Gênero, dos Direitos Humanos e da Educação nas Prisões Portuguesas. Lisboa: Publicações Humanas, 2007a. p. 81–87.
CUNHA, Manuela Ivone. O tempo insuspenso: uma aproximação a duas percepções carcerais da temporalidade. In: ARAÚJO, Emilia; DUARTE, Ana Maria; RIBEIRO, Rita (Org.). O tempo, as 230 culturas e as instituições: para uma abordagem sociológica do tempo. Lisboa: Colibri, 2007b. p. 91–104.
DAS, Veena. O Evento e o Cotidiano. In: DAS, Veena. Vida e Palavras: a violência e sua descida ao ordinário. São Paulo: Editora Unifesp, 2020 [2006]. p. 21–42.
DAS, Veena; Poole, Deborah. State and Its Margins: Comparative Ethnographies. In: DAS, Veena; POOLE, Deborah (Org.). Anthropology in the Margins of the State. Santa Fe: School of American Research Press, 2004. p. 3–34.
DAVIS, Angela. Como o gênero estrutura o sistema prisional. In: DAVIS, Angela. Estarão as prisões obsoletas? Rio de Janeiro: Difel, 2018. p. 65–90.
FELTRAN, Gabriel. Fronteiras de tensão: um estudo sobre política e violência nas periferias de São Paulo. 2008. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2008.
FOUCAULT, Michel. Discipline and Punish: The Birth of the Prison. New York: Vintage, 1979.
FREIRE-MEDEIROS, Bianca; LAGES, Mauricio Piatti. A virada das mobilidades: fluxos, fixos e fricções. Revista Crítica de Ciências Sociais, n. 123, p. 121–142, 2020.
FULLIN, Carmen. Gestão, tempo, trabalho e sofrimento: A economia das trocas punitivas a partir de uma etnografia de Juizados Especiais Criminais. Dilemas - Revista de Estudos de Conflito e Controle Social, n. 8, v. 1, p. 127–156, 2015.
GILMORE, Ruth. Fatal Couplings of Power and Difference: Notes on Racism and Geography. The Professional Geographer, v. 54, n. 1, p. 15–24, 2002.
GODOI, Rafael. Fluxos em cadeia: as prisões em São Paulo na virada dos tempos. 2015. Tese (Doutorado em Sociologia) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.
GREGORI, Maria Filomena. Viração: experiências de meninos nas ruas. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2000.
HASSELBERG, Ines. Enduring Uncertainty: Deportation, Punishment and Everyday Life. Nova York: Berghahn Books, 2016.
HIRATA, Helena. Mudanças e permanências nas desigualdades de gênero: divisão sexual do trabalho numa perspectiva comparada. Friedrich Ebert Stiftung Brasil, n. 7, 2015.
HIRATA, Helena; KERGOAT, Danièle. Novas configurações da divisão sexual do trabalho. Cadernos de Pesquisa, v. 37, n. 132, p. 595–609, 2007.
JEFFERSON, Andrew; TURNER, Simon; JENSEN, Steffen. Introduction: On Stuckness and Sites of Confinement. Ethnos, v. 84, n. 1, p. 1–13, 2019.
JEGANATHAN, Pradeep. Checkpoint: Anthropology, Identity and the State. In: DAS, Veena; POOLE, Deborah (Org.). Anthropology in the Margins of the State. Santa Fe: School of American Research Press, 2004. p. 67–80.
KERGOAT, Danièle. Dinâmica e consubstancialidade das relações sociais. Novos estudos CEBRAP, n. 86, 2010.
KLINK, Ana Clara. Tecer-pensar redes de solidariedade: reflexões teórico-metodológicas sobre pesquisa e militância junto à Associação de Familiares e Amigos/as de Presos/as. In: Reunião Brasileira de Antropologia, 33, online. Anais da 33ª Reunião Brasileira de Antropologia. Associação Brasileira de Antropologia, 2022.
KLINK, Ana Clara. “Um pé dentro, o outro fora”: tempos, espaços e ritmos do confinamento extraprisional. 2024. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024.
LAGARDE, Marcelo. Los cautiverios de las mujeres, madresposas, monjas, putas, presas y locas. México: Universidad Nacional Autónoma de México, 2006.
LAGO, Natália Bouças do. Jornadas de visita e de luta: tensões, relações e movimentos de familiares nos arredores da prisão. 2019. Tese (Doutorado em Antropologia Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019.
LEFEBVRE, Henri. Rhythmanalysis: Space, Time and Everyday Life. Paris: Éditions Syllepse, 1992.
MACIEL, Welliton Caixeta. Da judicialização das relações intrafamiliares à ressignificação do cárcere: sobre violências, tornozeleiras e descontroles em Belo Horizonte/MG. O público e o privado, v. 13, n. 26, p. 93–114, 2015.
MALLART, Fábio; CUNHA, Manuela Ivone. Introdução: as dobras entre o dentro e o fora. Tempo Social, v. 31, n. 3, p. 7–15, 2019.
MBEMBE, Achille. A política da inimizade. Lisboa: Antígona, 2017.
MALVASI, Paulo; SALLA, Fernando; MALLART, Fábio; MELO, Rodrigo. Saberes da encruzilhada: militância, pesquisa e política no sistema socioeducativo. Etnográfica. Revista do Centro em Rede de Investigação em Antropologia, v. 22, n. 1, p. 75–96, 2018.
MARTINS, Luana. Fazer a pena andar: uma etnografia sobre o cumprimento de pena em unidades prisionais femininas entre o Rio de Janeiro, Paris e Marseille. 2022. Tese (Doutorado em Sociologia e Direito) – Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, 2022.
MEDLICOTT, Diana. Surviving in the time machine: suicidal prisoners and the pains of prison time’, Time and Society, v. 8, n. 2, p. 211–230, 1999.
MORAN, Dominique. Doing time in carceral space: TimeSpace and carceral geography, Geografiska Annaler, n. 94, v. 4, p. 305–316, 2012.
MORAN, Dominique; GILL, Nick; CONLON, Deirdre (Org.) Carceral spaces: mobility and agency in Imprisonment and Migrant Detention. Surrey/Burlington: Ashgate Publishing, 2013.
ORDÓÑEZ-VARGAS, Laura. Gênero e Etnografia: reflexões desde algumas prisões brasileiras. Cadernos pagu, n. 55, p. 2–31, 2019.
PADOVANI, Natália. Tráfico de mulheres nas portarias das prisões ou dispositivos de segurança e gênero nos processos de produção das “classes perigosas”. Cadernos pagu, n. 51, 2017.
RANADE, Shilpa. The way she moves: Mapping the everyday production of gender-space. Economic and Political Weekly, n. 42, v. 17, p. 1519–1526, 2007.
REID-MUSSON, Emily. Intersectional rhythmanalysis: Power, rhythm, and everyday life. Progress in Human Geography, v. 42, n. 6, p. 881–897, 2018.
SILVA, Rafael Luan da. Narrativas de corpos marcados: segregação, estigma e negação de direitos para presos monitorados por tornozeleira eletrônica em Fortaleza-Ceará. 2020. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2020.
SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, n. 20, v. 2, p. 71–99, 1995.
SOUSA, Luana; GUEDES, Dyeggo. A desigual divisão sexual do trabalho: Um olhar sobre a última década. Estudos Avançados, n. 30, v. 87, p. 123–139, 2016.
SUCUPIRA, Fernanda. Divisão sexual do trabalho e o tempo cotidiano das mulheres de baixa renda. Ideias, n. 7, v. 1, p. 15–40, 2016.
TOURAUT, Caroline. La famille à l'épreuve de la prison. Paris: Presses Universitaires de France, 2012.
TURNER Jennifer; PETERS, Kimberley. Carceral Mobilities: Interrogating Movement in Incarceration. Londres/Nova York: Routledge, 2017.
VIANNA, Adriana; LOWENKRON, Laura. O duplo fazer do gênero e do Estado: interconexões, materialidades e linguagens. Cadernos pagu, n. 51. 2017.
VIRILIO, Paul. Velocidade e política. São Paulo: Estação Liberdade, 1996.
WAHIDIN, Azrini. Time and the prison experience. Sociological Research Online, n. 11, v. 1, 2006.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Ana Clara Klink de Melo

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Português (Brasil)
English
Español (España)

