UM MOVIMENTO DE CONTRA-IMAGENS.
ANÁLISE DA CONFECÇÃO DE IMAGENS SOBRE E COM O NEGO FUGIDO DE ACUPE/ BAHIA
DOI:
https://doi.org/10.21680/2238-6009.2024v1n64ID37675Resumen
O artigo apresenta uma análise antropológica de dados do mapeamento “Documentação Etnográfica de Acervo Fotográfico com e sobre o Nego Fugido de Acupe/Bahia”, realizado em 2021 em rede social digital com 13 pessoas que fotografam, acerca do processo de confecção de imagens que compõem acervos pessoais e públicos.
O Nego Fugido é uma manifestação cultural amefricana (GONZÁLEZ, 1988) polissêmica que acontece todos os domingos de julho em uma comunidade quilombola do Recôncavo Baiano chamada Acupe. Nela, os participantes reivindicam reconhecimento e protagonismo negro na história da libertação do escravismo. Eles teatralizam a revolução através da dança, da música, do uso de substâncias na composição do figurino e na pintura corporal.
Anualmente, a aparição (PINTO, 2016) recebe variados visitantes como audiência, pesquisadores, artistas, turistas, e muitos deles são fotógrafos. A fotografia, a imagem, tem sido um meio de divulgação relevante no registro da existência da aparição (RAMOS, 1996), especialmente para fora da comunidade. Pensando nessa mediação entre mundos dentro e fora da comunidade através da imagem, proponho analisar dados acerca da confecção das fotografias como documentos culturais, em cruzamento com estratégia etnográfica da observação-participante realizada durante visitações à comunidade entre 2012 e 2020 (XX, 2012, 2016). As imagens não serão analisadas, mas os discursos e dados sobre sua confecção. O resultado deflagra que a produção de imagens sobre o com o Nego Fugido, acionam diferentes sentidos para quem está dentro e fora da comunidade.
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Derechos de autor 2025 Maria José Villares Barral Villas Boas

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