ARQUITETURA E PROJETO NO ANTROPOCENO
DOI:
https://doi.org/10.21680/2448-296X.2026v11n3ID44042Palavras-chave:
antropoceno; reforma; pré-existênciaResumo
O ambiente construído deixou de ser apenas cenário da ação humana para se tornar uma infraestrutura ambiental. A arquitetura e o urbanismo impactam fortemente essa nova condição histórica, designada antropoceno, constituindo uma força geológica capaz de alterar de modo irreversível os sistemas planetários, e colocando-se como ponto central na discussão sobre a crise ambiental, a produção do espaço e a responsabilidade ética frente ao futuro. Nesse contexto, a demolição, passa a ser entendida como um ato ambientalmente crítico, deslocando o ato criativo ao aproveitamento das pré-existências, à valorização da permanência, do reuso e da adaptação como estratégias de projeto. Tal condição impõe uma mudança de paradigma, com repercussão no ensino e na prática profissional a partir de novos procedimentos de projeto, que passam a ter como premissa a consciência dos limites biofísicos do planeta.
A arquitetura deixa de ser associada prioritariamente à criação ex novo e passa a operar como prática de transformação cuidadosa do ambiente construído, consistindo a qualidade estética na transformação do ordinário em extraordinário. Tendo como recorte a cidade de São Paulo, que no século 21 vem atravessando uma forte pressão imobiliária com a demolição de quarteirões inteiros para a construção de edifícios cada vez mais altos, busca-se analisar a contribuição ao campo disciplinar de alguns procedimentos de reforma de imóveis.
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