A DIALÉTICA ENTRE CONTEÚDO E CONTINENTE
O caso do Museu do Homem do Nordeste (MUHNE) e do Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM)
DOI:
https://doi.org/10.21680/2448-296X.2026v11n3ID44827Palabras clave:
Arquitetura, espaços expositivos, museus, Sintaxe Espacial, narrativaResumen
Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa que abordou a relação entre o espaço expositivo e seu acervo, investigando as propriedades espaciais e evidenciando especificidades entre obras de arte e arquitetura a partir da seleção de dois museus na cidade do Recife, Pernambuco: o Museu do Homem do Nordeste (MUHNE) e o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM). A metodologia baseou-se na Teoria da Lógica Social do Espaço (1984), também conhecida como Sintaxe Espacial, usando mapas convexos, grafos justificados e isovistas para interpretar o movimento e a visibilidade dos visitantes no ambiente museal. Os estudos revelaram dinâmicas distintas de apreciação representadas pela organização da narrativa expográfica de cada museu. No MUHNE, edifício projetado especificamente para uso museal, a pesquisa investigou como a inserção de displays e divisórias reconfigura a espacialidade original e, consequentemente, a articulação da narrativa e a definição das rotas de circulação. Em contraste, no MAMAM, uma edificação histórica adaptada, observou-se a influência da estrutura arquitetônica preexistente na experiência e o grau de interferência do acervo sobre o arranjo espacial. Conclui-se que as estratégias curatoriais e arquitetônicas estabelecem diálogos distintos entre conteúdo e continente, contribuindo para compreender como a relação é fundamental para experiência do visitante em ambos museus.
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