O Brasil refletido em literatura feminina e imigrante

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.21680/1983-2435.2025v10nEspecialID42482

Palabras clave:

Imagologia, Literatura feminina, Ida Knoll

Resumen

Este artigo recupera e analisa a produção literária de Ida Knoll (1835–1919), uma das primeiras escritoras imigrantes de língua alemã a publicar no Brasil. A partir de manuscritos e textos dispersos em jornais e almanaques raros, apresenta-se uma literatura frequentemente esquecida, marcada por temas como a saudade da terra natal, o contraste entre as paisagens do Brasil e da Alemanha, os costumes festivos, o cotidiano das colônias germânicas e os choques culturais vivenciados pelos imigrantes. Por meio de contos e poemas, Knoll constrói imagens multifacetadas do Brasil do século XIX e início do XX, refletindo tanto a idealização da pátria perdida quanto a tentativa de adaptação ao novo mundo. Sua obra, escrita em alemão e posteriormente traduzida, revela um olhar sensível e crítico sobre as tensões sociais, as desigualdades de classe e as dinâmicas de pertencimento. O presente estudo propõe que essa literatura imigrante feminina constitui importante testemunho histórico e estético, além de oferecer uma perspectiva singular da construção cultural do Brasil por meio da lente de mulheres estrangeiras.

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Biografía del autor/a

Celeste Ribeiro, Universidade de São Paulo

Professora Sênior de Literatura de Língua Alemã na Universidade de São Paulo (USP), vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Língua e Literatura Alemã da FFLCH-USP. Doutora e pós-doutora pela mesma instituição, com formação complementar na Universität zu Köln (Alemanha). Fundadora e coordenadora do grupo de pesquisa RELLIBRA (USP/CNPq), atua nas áreas de literatura alemã, literatura comparada, imagologia e estudos culturais.

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Publicado

23-12-2025

Cómo citar

RIBEIRO, Celeste. O Brasil refletido em literatura feminina e imigrante. Revista Odisseia, [S. l.], v. 10, n. Especial, p. 1–16, 2025. DOI: 10.21680/1983-2435.2025v10nEspecialID42482. Disponível em: https://www.periodicos.ufrn.br/odisseia/article/view/42482. Acesso em: 6 ene. 2026.