INIQUIDADES NO USO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE BUCAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE COM BASE EM DADOS POPULACIONAIS
DOI:
https://doi.org/10.21680/2446-7286.2026v12n1ID41514Resumo
Introdução: Com a Lei 8.080/1990, o Sistema Único de Saúde expandiu os serviços de saúde, incluindo a saúde bucal. Contudo, parte da população não os utiliza, sendo necessário analisar uso, distribuição regional e fatores sociodemográficos para orientar políticas públicas. Objetivo: Identificar o uso dos serviços de saúde bucal nos últimos 12 meses no Brasil e relacionar fatores sociodemográficos a ele. Metodologia: Foi realizado estudo do tipo seccional analítico a partir da base de dados do PNS 2019, utilizando o software STATA 14, relacionando as condições de uso dos serviços odontológicos com variáveis independentes por meio do teste qui-quadrado de Pearson, associação por regressão logística no modelo bivariado e multivariado. Resultados: Obteve-se a estimativa de 83.624.648 de usuários que usufruíram de serviços odontológicos nos 12 meses antecedentes à pesquisa. A faixa etária de jovens apresentou maior frequência de uso, com 54,95% (IC95%:53,18–56,72). Usuários com 11 anos ou mais de estudos obtiveram prevalência de 69,74% (IC95%: 68,56–70,88), com associação positiva à medida que o nível de instrução aumenta. A maioria dos indivíduos com plano odontológico privado realizaram consultas (73,92%/IC95%: 72,42–75,36). A região Sul apresentou a melhor prevalência de uso do País. Conclusões: Apesar dos avanços nas políticas de saúde bucal no SUS, expansão e implementação das Equipes de Saúde Bucal (ESB), a população não usufrui desses serviços de maneira igual, tendo necessidade de políticas públicas que visem a equidade do acesso à saúde bucal.
Palavras-Chave: Uso dos serviços de saúde; Saúde bucal; Serviços de saúde bucal; Saúde pública.
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