Globalização e linguicídio: os impactos na sobrevivência das línguas africanas na (geo)linguística contemporânea

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21680/1517-7874.2026v28n1ID40721

Resumo

Este artigo investiga, a partir de uma perspectiva decolonial, como a globalização, eurofonia (línguas europeias hegemônicas, nomeadamente, francês, inglês, italiano, espanhol e português) e o linguicídio afetam a sobrevivência das línguas africanas, analisando os impactos da homogeneização cultural e, consequentemente, da eurofonização do continente africano e endereçando críticas ao pluricentrismo, não só no âmbito da lusofonia, mas para todas as fonias/euro. Nesse sentido, o artigo partilha a ideia de que existem dois polos quando se trata da língua portuguesa: Brasil e Portugal, sendo o primeiro como o destino e o futuro dessa língua. Ao mesmo tempo, discute-se a necessidade de adotar uma política linguística afrocêntrica, no caso dos países africanos, que valorize e preserve as línguas autóctones. Por meio de revisão bibliográfica, o estudo evidencia que os legados coloniais e os processos globais intensificam a marginalização das línguas locais, enquanto iniciativas de revitalização e estratégias educacionais bilíngues oferecem caminhos para sua preservação.

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Biografia do Autor

Gislene Lima Carvalho, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - (UNILAB)

Gislene Lima Carvalho. Professora Adjunta na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB). Doutora em Linguística Aplicada pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Mestre em Linguística pela Universidade Federal do Ceará (UFC) com pesquisa na área de Linguística Aplicada. Licenciada em Letra-Português-Espanhol pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Desenvolve e orienta trabalhos na área de Ensino de Português como Língua Adicional, com foco nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP); Políticas Linguísticas; Lexicologia e Lexicografia.

Marcelino Issa da Cunha, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - (UFRGS)

Licenciado em Letras Língua-Portuguesa, pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB); Mestre em Linguística, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB); Doutorando em Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); membro do Núcleo de Estudos em Políticas de Educação Linguística (NEPEL) sob coordenação da Profa. Dra. Socorro Claudia Tavares de Sousa; vice coordenador do grupo de pesquisa Tchon di línguas.

Wilson Miguel Turé, Universidade Federal do Paraná - (UFPR)

Possui graduação em Letras - Língua Portuguesa pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB). Mestrando em Letras/Estudos Literários pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Reginaldo Umateb Santiago Neto, Universidade Federal do Paraná - (UFPR)

Graduado em Letras com habilitação em Língua Portuguesa na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB). É mestre em Letras pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) - e doutorando na mesma instituição. Possui interesse nas áreas como ideologias linguística, sociolinguística e políticas linguísticas. É membro do grupo de pesquisa "Políticas Linguísticas, Letramento, Interculturalidade, Identidades e Ensino" (UEPG) e integrante do coletivo "NO RAIZ".

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Publicado

04-08-2026

Como Citar

CARVALHO, Gislene Lima; DA CUNHA, Marcelino Issa; MIGUEL TURÉ, Wilson; UMATEB SANTIAGO NETO, Reginaldo. Globalização e linguicídio: os impactos na sobrevivência das línguas africanas na (geo)linguística contemporânea. Revista do GELNE, [S. l.], v. 28, n. 1, p. e40721, 2026. DOI: 10.21680/1517-7874.2026v28n1ID40721. Disponível em: https://www.periodicos.ufrn.br/gelne/article/view/40721. Acesso em: 5 ago. 2026.

Edição

Seção

Dossiê temático: Ensino de Língua Portuguesa em contextos multilíngues: África e Brasil