IA GENERATIVA E DESENHO UNIVERSAL PARA A APRENDIZAGEM
UM FRAMEWORK CONCEITUAL PARA PRÁTICAS PEDAGÓGICAS ACESSÍVEIS
Resumo
A expansão da inteligência artificial generativa (IAG) na educação tem gerado transformações nas práticas pedagógicas, mas sua incorporação não contempla adequadamente a diversidade dos aprendizes, especialmente estudantes com deficiência. O presente artigo propõe o framework DUA-IAG, um arcabouço conceitual que articula os três princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA 3.0) com quatro categorias de affordances pedagógicas da IAG (geração textual, multimodalidade, personalização adaptativa e suporte à avaliação), complementado por camadas transversais de análise ética e diferenciação contextual. A metodologia adota a perspectiva da Design Science Research, com revisão narrativa da literatura e procedimentos de construção de frameworks conceituais. O framework é apresentado em estrutura matricial com exemplos aplicados para cenários de alta e baixa conectividade, atendendo à realidade das escolas públicas brasileiras, particularmente nas regiões Norte e Nordeste. A discussão aborda tensões entre a lógica de personalização individual da IAG e a ênfase do DUA 3.0 na aprendizagem coletiva, riscos de viés algorítmico e dependência tecnológica, e propõe o conceito de “uso assimétrico” da IAG, no qual o professor utiliza as ferramentas em ambiente com conectividade e translada os benefícios para a sala de aula na forma de materiais acessíveis previamente preparados. O artigo contribui para a formação docente em educação inclusiva e para políticas públicas de integração da IA em contextos educacionais acessíveis.
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