AGENTES DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU
PRÁTICAS, RISCOS E SALVAGUARDAS PARA INTEGRIDADE E AUTORIA À LUZ DE DIRETRIZES ONU/UNESCO
Resumo
Este artigo analisa o uso de agentes de inteligência artificial (IA) baseados em modelos de linguagem no âmbito da pós-graduação stricto sensu, com ênfase em práticas acadêmicas, riscos e salvaguardas relacionadas à integridade e à autoria. Justifica-se a investigação pela intensificação do emprego desses sistemas em atividades de pesquisa e escrita, em um contexto no qual a formação do pesquisador exige rastreabilidade, responsabilidade autoral e rigor epistêmico. Metodologicamente, realizou-se pesquisa qualitativa de natureza documental e bibliográfica, com análise de conteúdo aplicada a diretrizes internacionais (ONU/UNESCO) e literatura acadêmica sobre agentes de IA, educação superior e integridade acadêmica. Os resultados indicam quatro usos recorrentes: organização do fluxo de trabalho, revisão linguística, mapeamento exploratório de literatura e apoio procedimental. Identificam-se riscos principais: fragilização da confiabilidade e da validação de fontes, reprodução de vieses e assimetrias epistêmicas, exposição indevida de dados e impactos formativos associados à delegação de operações centrais do trabalho intelectual. A discussão sistematiza diretrizes técnicas para governança do uso: transparência por etapa e finalidade, verificação obrigatória em fontes primárias, preservação de rastros mínimos, limites de não delegação para decisões analíticas e protocolos de proteção de dados. Conclui-se que a adoção responsável de agentes de IA na pós-graduação requer tradução de princípios éticos em procedimentos institucionais verificáveis, de modo a preservar autoria responsável, integridade científica e qualidade formativa.
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