AGENTES DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU

PRÁTICAS, RISCOS E SALVAGUARDAS PARA INTEGRIDADE E AUTORIA À LUZ DE DIRETRIZES ONU/UNESCO

Autores

Resumo

Este artigo analisa o uso de agentes de inteligência artificial (IA) baseados em modelos de linguagem no âmbito da pós-graduação stricto sensu, com ênfase em práticas acadêmicas, riscos e salvaguardas relacionadas à integridade e à autoria. Justifica-se a investigação pela intensificação do emprego desses sistemas em atividades de pesquisa e escrita, em um contexto no qual a formação do pesquisador exige rastreabilidade, responsabilidade autoral e rigor epistêmico. Metodologicamente, realizou-se pesquisa qualitativa de natureza documental e bibliográfica, com análise de conteúdo aplicada a diretrizes internacionais (ONU/UNESCO) e literatura acadêmica sobre agentes de IA, educação superior e integridade acadêmica. Os resultados indicam quatro usos recorrentes: organização do fluxo de trabalho, revisão linguística, mapeamento exploratório de literatura e apoio procedimental. Identificam-se riscos principais: fragilização da confiabilidade e da validação de fontes, reprodução de vieses e assimetrias epistêmicas, exposição indevida de dados e impactos formativos associados à delegação de operações centrais do trabalho intelectual. A discussão sistematiza diretrizes técnicas para governança do uso: transparência por etapa e finalidade, verificação obrigatória em fontes primárias, preservação de rastros mínimos, limites de não delegação para decisões analíticas e protocolos de proteção de dados. Conclui-se que a adoção responsável de agentes de IA na pós-graduação requer tradução de princípios éticos em procedimentos institucionais verificáveis, de modo a preservar autoria responsável, integridade científica e qualidade formativa.

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Biografia do Autor

Luís Otávio Vilela da Cruz, UFSCAR

Membro e pesquisador dos grupos NEPEDILIS (PUC Minas) e POP.EDUCA (UFSCar/Fatec Barueri), com atuação nas interfaces entre direito, literatura, cultura pop, educação e diversidade. Mestrando Profissional em Produção de Conteúdo Multiplataforma pela UFSCar (campus São Carlos/SP). Bacharel em Direito (PUC Minas, Poços de Caldas, 2021). Especialista em Advocacia Criminal (Legale Educacional, 2025) e em Tribunal do Júri e Execuções Penais (Legale Educacional, 2025). Especialista em Perícias Criminais e Medicina Legal pela Legale Educacional (campus São Paulo, 2026). email: luisvilelajuridico@outlook.com

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Publicado

27-10-2026

Como Citar

DA CRUZ, Luís Otávio Vilela. AGENTES DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU: PRÁTICAS, RISCOS E SALVAGUARDAS PARA INTEGRIDADE E AUTORIA À LUZ DE DIRETRIZES ONU/UNESCO. Revista do CERES, [S. l.], v. 2, n. 2, 2026. Disponível em: https://www.periodicos.ufrn.br/Revistadoceres/article/view/43191. Acesso em: 28 out. 2026.

Edição

Seção

Dossiê - Educação e Inteligência Artificial em Perspectivas